Por que Dish & Satellite?
Uma história curta sobre linhagem, broadcasting e os projetos a quem devemos nosso vocabulário.
Sunshine e Moonlight chegaram primeiro.
No mundo do cloud gaming auto-hospedado, dois projetos de código aberto mudaram tudo:
- Sunshine roda no seu PC gamer e transmite o vídeo e o áudio da sua tela como um stream de baixa latência. Um GeForce Now privado e minúsculo na sua própria casa.
- Moonlight roda na sua TV, no seu celular, no seu Steam Deck. Ele sintoniza essa transmissão, decodifica e roda seus jogos de PC onde você estiver sentado.
Os nomes são perfeitos. Sunshine é a fonte: brilhante, sempre ligada, enérgica. Moonlight é o reflexo: o que você de fato vê, em algum lugar longe da fonte. A marca carrega um modelo mental inteiro em duas palavras.
Onde os controles se encaixam?
Sunshine e Moonlight sempre suportaram entrada de controle. O controle plugado no Moonlight é encaminhado de volta pelo stream. Esse modelo assume que o controle e a tela vivem no mesmo dispositivo. Transmita para a sua TV com o Moonlight rodando em um Shield TV, e o controle do Shield é o controle. Plugue o seu celular, e os controles do celular se tornam os controles.
Nós queríamos outra coisa. Queríamos desacoplar o controle da tela. Transmitir o vídeo para uma TV (ou pular o vídeo inteiro) e deixar qualquer dispositivo no seu Wi-Fi ser o controle. Só o controle. Vários controles. Co-op de sofá. Pareie o celular mais barato esquecido na gaveta com a sua máquina gamer e tenha um Xbox sem fio na mão cinco minutos depois.
A metáfora de broadcasting
Uma vez que decidimos o formato do problema, os nomes se escreveram sozinhos. Se Sunshine é a fonte da transmissão de vídeo, precisávamos de uma fonte para a transmissão de controle. Algo que sinaliza, retransmite, transmite.
Um satélite. A coisa no céu que transmite.
E o que capta uma transmissão de um satélite?
Uma antena parabólica. A coisa na sua mão (bem, no seu quintal) que recebe.
Espera, isso não está invertido?
Estaria, se o Dish fosse o transmissor. Esse é exatamente o lindo truque desse stack: o seu celular é a fonte do sinal. Você é quem está transmitindo. Seu PC gamer é o ouvinte passivo, o satélite estacionado na órbita geoestacionária da sua mesa, captando pacientemente qualquer sinal que chega a ele.
Dish, o dispositivo na sua mão, é a antena parabólica. É o transmissor pequeno, focado e firmemente apontado para o satélite. Cada botão apertado é um pacote em um feixe.
Satellite, o receptor no seu PC, é o satélite. Ele flutua. Ele retransmite. Ele serve o que o Dish escolhe enviar para ele.
Dando nomes à nossa família
Então quando você vê essa lista de repositórios, você pode ler em uma única respirada:
- Dish para Android (V1): um transmissor que cabe no seu bolso
- Dish para Windows / macOS / Linux (em desenvolvimento): transmissores para qualquer notebook que você já tenha
- Satellite (V1, Windows): o receptor que vive no seu PC gamer
- Satellite para Linux (em desenvolvimento): o mesmo receptor para qualquer desktop Linux ou box headless
Um satélite. Muitas antenas. Todas apontando para o mesmo céu.
Agradecimentos
Obrigado às equipes do Sunshine e do Moonlight. Pelo trabalho técnico que tornou tudo isso possível, pela linguagem de marca que pegamos emprestada sem vergonha e por provar que um projeto de código aberto pequeno pode se sustentar contra plataformas de cloud gaming bilionárias.
Esperamos que Dish e Satellite ganhem seu lugar no mesmo céu.